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28 mar

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O Jeito Infalível de Barrar Belo Monte

10 maio

sitio_belo_monteNo Brasil, nos últimos anos, fala-se muito a respeito da construção de usinas hidrelétricas, e o prejuízo que isso causaria ao meio-ambiente. No ano passado, houve maciças campanhas em torno da construção da usina Belo Monte, no rio Xingu, devido a questões ambientais e sociais. A primeira questão neste assunto é: Será que todas essas campanhas fazem sentido se olharmos para todas as outras usinas em construção no país? Deixe-me explicar melhor: no Brasil, atualmente, além de Belo Monte há outras 4 usinas em construção, outras 7 em fase de projeto e ainda outras duas em processo de licenciamento. Destas, apenas a Usina hidrelétrica Cachoeira do Caí alagará uma área equivalente a 80% da área alagada pela usina Belo Monte, sendo sua capacidade de produção de energia QUATRO VEZES MENOR que a de Belo Monte, e também alagando reservas ambientais nacionais. 

Eu me pergunto: Por quê a implicância com Belo Monte então? 

Me pergunto por quê os artistas da Globo não fizeram vídeo contra essas outras usinas? (“Porque não escreveram sobre essas outras no roteiro que eles leram” é a resposta trivial)

Ficou claro pra você também que tem algo mais aí além da motivação sócio-ambiental? 

Apesar de parecer até agora, este post não visa criticar o uso das usinas hidrelétricas na matriz energética brasileira. Muito pelo contrário!

Você sabia que hoje, cerca de 70% da produção de energia no Brasil é de usinas hidrelétricas?

VOCÊ SABIA QUE A ENERGIA GERADA EM USINAS HIDRELÉTRICAS É CONSIDERADA ENERGIA RENOVÁVEL?

A possibilidade da energia hidráulica é um privilégio! Em países como a Inglaterra, por exemplo, é grande a participação, pasmem, do CARVÃO MINERAL, emitindo toneladas e mais toneladas de CO2.

O Brasil é um país em franco desenvolvimento, e precisa de energia, assim como uma criança em fase de crescimento precisa de comida. É preciso providenciar as fontes para essa energia, e as usinas hidrelétricas são uma ótima opção! 

Aos que criticam a construção das novas usinas, uma sugestão:

Se todos os ar-condicionados do Brasil forem desligados, nós podemos adiar em dezenas de anos a construção dessas usinas. Nenhuma área será mais alagada, nenhum índio será mais deslocado de suas terras! Que maravilha!! Você que é contra a construção de Belo Monte pode começar agora a fazer a diferença por um Brasil melhor!

Você está disposto a abrir mão do seu arzinho?

Quem vive de concreto não se mexe!

23 mar

Já passou e ficou muito pra trás o tempo em que se precisava ter um produto palpável pra se vender algo bom, no entanto a maioria das pessoas ainda se prende a essa ideia.

Hoje em dia mais do que nunca as boas ideias têm valor inestimável. Com o avanço da ciência e o surgimento de novas ideias a cada dia, as boas ideias ficam cada vez mais raras, é cada vez mais difícil pensar em algo que nunca alguém pensou antes.

O foco da minha questão aqui no entanto ainda não é tentar provar  o valor das boas idéias. Isso é óbvio demais pra tomar seu tempo! O que quero discutir é:

Quando você tem um produto, o que você vende? O produto ou a ideia?

Existem muitos produtos excelentes no mercado mas que não deslancharam. A explicação da maioria dos casos é a tática de vendas. Sim, venda é tática! Venda é levar o cliente pra dar um passeio pelas suas idéias, e no caminho mostrar a ele o quanto ele precisa andar por ali.

Muitas empresas, por terem um grande produto nas mãos acabam caindo no erro de vender apenas o produto ao cliente, o que muitas vezes pode ser insuficiente. Uma coisa é mostrar que seu produto é bom, outra coisa é mostrar o quanto ele é necessário na vida de alguém, e é aí que sua tática de vendas será totalmente eficiente.  É assim que se construiu o conceito de “lovemark”. As pessoas compram a ideia das marcas mais do que seus próprios produtos. O maior exemplo disso hoje é a Apple. Existem vários celulares no mercado, alguns com funcionalidades que o iPhone não tem, mas nenhum deles causa tanto frenesi no lançamento quanto o celular da Apple. O mesmo vale para seu tablet, o iPad.

Quando você baseia sua venda no produto, um único insucesso de producão pode pôr tudo a perder. Quando você cria uma cultura, você satisfaz duplamente o seu cliente: pela utilidade conquistada com a aquisição de seu produto e com o simples fato de tê-lo.

Não viva do seu produto, viva da sua ideia!

Lembro-me de uma frase que diz: quem vive de concreto é prédio. Bem.. Tem muita gente por aí que só vive do que é concreto. E não é prédio, mas também não se mexe.

O administrador e o inventor

11 set

Se existem duas figuras que frequentemente se contrapõem, esses dois são o administrador e o inventor.

Administrar é “planejar, organizar, dirigir, controlar…”

Inventar é: “pensar, fazer, construir, corrigir, reconstruir, pronto! E agora?”

O administrador quer soluções imediatas para os seus problemas. O inventor delicia-se com cada nova descoberta que o leva a passos lentos até seu objetivo. O administrador busca coisas que farão sucesso entre muitas pessoas. O inventor, na maioria das vezes, cria bugingangas que satisfarão suas necessidades pessoais, e com sorte podem satisfazer as necessidades de outras pessoas também.

Administrador e inventor não podem passar muito tempo juntos. Uma reunião é suficiente para que se sature a paciência do administrador e a boa vontade do inventor (e inventor sem boa vontade é como uma árvore sem água: não é capaz de produzir nada.)

Uma organização perfeita seria aquela em que a administração e a criação trabalhassem em perfeita harmonia, sem cobranças, sem enrolação, atendendo às expectativas um do outro. É, talvez seja por isso que não existe organização perfeita. Que coisa, não? Uma empresa é realmente algo assaz complicado. Se você não cria nada novo, ela morre. Se você não administra bem aquilo que cria, ela morre. É como os “dois buraquinhos da tomada”: você não consegue ligar nada só com um deles, precisa dos dois! Experimente no entanto ligar um ao outro (explicar ironia é igual explicar piada: acaba com a graça, mas infelizmente, por motivos de segurança preciso desfazer o caráter irônico desta última frase: NÃO EXPERIMENTE! É perigoso e pode causar acidentes).

Ser apenas administrador implica na falta do caráter inventor. Ser apenas inventor implica na falta do caráter administrador. Possuir ambos os caráteres implica em conviver e ter que controlar os atritos causados por estes, com mais chances de insucesso do que o contrário. E agora? É através destas dúvidas que começamos a entender um pouco por que é tão difícil ser uma pessoa de sucesso. É porque o sucesso depende de coisas difíceis.

Você quer ter sucesso? Crie, invente e administre!

Como diz o grande Ricardo Jordão do Biz Revolution: Nada menos que isso interessa.

O QUE TE MOVE?? – (IFEC’11 – UFMS Team)

29 jul

Nos dias 20 e 21 de Julho deste ano tive o privilégio de participar do International Future Energy Challenge (IFEC), cujas finais aconteceram no Rio de Janeiro, no câmpus da UFRJ na Ilha do Fundão. O desafio visa o desenvolvimento de sistemas elétricos eficientes, isto é.  sistemas que economizem energia, e realizem algum trabalho consumindo pouca energia, transformando em trabalho útil a maior parte da energia utilizada.

Este ano a UFMS, bi-campeã da competição participou no tópico “Dispositivo de acionamento de motor de indução de baixa potência alimentado por um simples painel fotovoltaico para um dispositivo de tratamento emergencial de água”. Resumindo: um aparelho que receba a energia gerada por um desses painéis fotovoltaicos e a transforme em energia útil para acionar um motor de indução trifásico, que acoplado a uma bomba d’água e um nanofiltro, possa filtrar água, tornando-a potável em situações de emergência, ou mesmo em comunidades isoladas, sem acesso a água encanada ou energia elétrica. O projeto foi realmente desafiador, tanto é que entre vários times de alguns países, somente 3 funcionaram. 

Foram classificados para a final times da China, Alemanha, Índia, Estados Unidos e Brasil. Somente funcionaram os protótipos da UFMA (Maranhão), UFMS (Mato Grosso do Sul) e da Universidade de Cologne, na Alemanha. O prêmio de protótipo com maior eficiência energética ficou com o time do Maranhão, uma grande conquista para o Brasil.

O time da UFMS conquistou o prêmio de inovação no desenvolvimento do conversor, concedido pela IES (Sociedade industrial de eletrônica), com sede nos EUA e pertencente à maior associação profissional do mundo, o IEEE (Institute of electrical and electronic engineers). O prêmio será entregue ao time da UFMS em novembro, em evento que acontecerá em Melbourne, na Austrália.

Nós tivemos apenas 6 meses para desenvolver o projeto, ou seja: isso custou noites sem dormir, e muito tempo longe da família, namorada, amigos, blog!  (Percebe-se que este post além de tudo ainda é uma justificativa para a falta de posts ultimamente.   :P) 

Enfim, só a lembrança daquelas noites no laboratório já me cansa, mas o mais importante é: EU ESTOU FAZENDO HISTÓRIA!!

Isso me move!  Portanto eu deixo a você leitor uma pergunta que já é clichê e já foi até tema de campanha publicitária, mas é bem conveniente agora:

O QUE TE MOVE?

Fazer história me move! Dá trabalho, mas e daí? Como diz um amigo: “Não existe almoço grátis”.

“Procure fazer sua história, procure vivê-la e fazer com que os outros a conheçam.

Eu tô fazendo a minha. E você tá lendo. “

 

 

 

 

A inevitável importância do fracasso

3 jun

Normalmente existem dois tipos de leitores, e em um texto como esse, podemos diferenciar os dois claramente. Uns são aqueles que lêem o título como parte do texto e já vão lendo tudo sem pensar muito. Outros são os que ao ler o título questionam-se: “De que será que se trata esse texto, tendo um título desse?” Estes ao ler o título desse artigo com certeza já começaram a pensar sobre o conteúdo do texto. Provavelmente pensaram: “Importância do fracasso? hum… deve ser algo sobre aprender com o fracasso, saber tirar uma boa lição das próprias falhas, essas coisas positivistas que a gente ouve dos outros quando passa por algum problema…”

Bem.. se você, assim que leu o título, pensou que o foco do texto seria esse, meus parabéns! Você fracassou na tentativa de dedução! (“Isso aqui tá ficando esquisito! O cara tá me dando parabéns por ter errado!? É isso mesmo!?”) – Pois é, se você tentou deduzir e fracassou, você é um leitor com uma capacidade potencialmente maior de absorver o conteúdo desse texto. A explicação é simples: Quando você se torna consciente do seu fracasso, você naturalmente começa a procurar motivos pra isso, tentando corrigir o seu erro. A tendência da mente humana é essa, o fracasso é uma região de desconforto para nós, e por isso a necessidade de sair deste estado. O grande lance é que essa fuga do fracasso requer certo trabalho, e a correção do erro causa em nós um aprendizado e fixação muito maiores do que o aprendizado “de primeira”.

Por isso digo que meu objetivo aqui não é dizer que você deve aprender com os erros. Isso até o mais insensato dos filósofos de butiquim sabe. O que quero dizer aqui é:

O FRACASSO É FUNDAMENTAL!

E eu não estou exagerando. Quando você erra, você sente necessidade de buscar o melhor, de aprender mais. E isso sim vai te dar a oportunidade de fracassar menos no futuro. Você já deve ter ouvido falar sobre como é feita uma vacina que combate um vírus. Ela é feita do próprio vírus ao qual combate. Assim como o fracasso, a doença é uma moléstia terrível. Assim como a vacina, o fracasso que traz o aprendizado não é nada confortável. Na medicina, a forma de prevenir contra um certo vírus, é com o próprio vírus. Na vida e nos negócios, a forma de se prevenir contra o fracasso, é com doses do próprio!

Sinceramente, espero que com esse post você mude seus conceitos quando falar de fracasso da próxima vez. Ele deve ser um motivo a mais de ânimo, pelo conhecimento adquirido, pelas novas possibilidades que se abrem com isso. O fracasso deve ser evitado, mas a vida jeitosamente nos impõe uma regra:

O FRACASSO SÓ VEM QUANDO PROCURA-SE EVITÁ-LO!

 Acha que estou falando besteira? Voltemos então ao que citei no começo do texto. Lembra que diferenciei os leitores em dois grupos? Um foi o dos que tentaram deduzir o conteúdo do texto quando leram o título, outro foi o dos que não tentaram. Se você fosse avaliar os leitores apenas por este quesito, quais deles você classificaria como melhores leitores? Os que tentaram, certo?

Pois é, os que tentaram, foram justamente os que fracassaram!

 

A preguiça de quem descansa é o descanso de quem trabalha

11 maio

Antes de qualquer coisa é normal que você pense: “Que raio de título é esse!?”. Bem, além de ser uma criação minha, candidata a ditado popular brasileiro para as próximas gerações, é também uma grande realidade do mercado de trabalho hoje em dia.

Dias atrás eu conversava com a minha irmã sobre um curso que ela fazia na área de marketing. Ela me contou que o curso era muito difícil, e que várias pessoas estavam desistindo, e várias outras pensavam em desistir, inclusive ela.

Ao me perguntar sobre o que eu achava, minha resposta foi categórica, e serve também para você, leitor:

“É DIFÍCIL?  ÓTIMO!  TORNE-SE UM ESPECIALISTA NO ASSUNTO!”

Claro! A principal característica do profissional que tem um diferencial é: ele faz o que pouca gente, ou quase ninguém faz. E isso pode ser definido por vários fatores: atitudes, características de personalidade ou… área de atuação!! Ser um dos poucos especialistas disponíveis em determinada área coloca você automaticamente em uma posição privilegiada no mercado. 

Como estudante de engenharia, tenho acompanhado de perto o desenvolvimento deste mercado. Devido ao grande índice de desistência do curso, o mercado carente de profissionais oferece salários e oportunidades cada vez melhores, na tentativa de seduzir e disputar os profissionais que se destacam em cada área. Em uma análise mais qualitativa, sabe o que faz o grande número de desistências, na maioria das vezes?  A PREGUIÇA!!!

É o cara que diz: “poxa, pra passar nessa matéria eu vou ter que ficar o fim-de-semana sem sair”. Ele tem preguiça de dedicar-se mais ao assunto, tem preguiça de abrir mão de atividades mais agradáveis que sentar à mesa para ler um livro e praticar exercícios referentes às matérias. Sabe quem ganha com isso? É o estudante que se dedica, se livra da preguiça, e entra no mercado como um diferencial, pelo simples fato de ter se especializado em um assunto que é importante, mas é dominado por poucos.

Agora parece que o nosso título faz um pouco mais de sentido, não é? Na hora de escolher um curso, ou de especializar-se em determinada área, existem pessoas que escolhem o caminho mais fácil, pensando em descanso. Curiosamente, o mercado trata de pregar-lhes uma peça: Esses são os que mais vão “ralar” por uma oportunidade no futuro. Já os que não medem esforços e persistem até o fim, buscando o aprendizado mais difícil, serão os que terão menos trabalho e dificuldades para colocar-se no mercado.

Interessante, não é mesmo?    O futuro descanso de quem trabalha muito agora não seria possível sem a preguiça dos que querem moleza!    Você faz um curso que tem uma taxa média de reprovaçãoa alta? Não reclame!  Aqueles que desistem estão ajudando a construir um futuro mais confortável pra você. É por isso que a minha dica pra você hoje é:

TRABALHANDO VOCÊ CONSTRÓI SEU PRÓPRIO DESCANSO, DESCANSANDO VOCÊ CONSTRÓI O DESCANSO DOS OUTROS!!

Pense nisso